AOS JOVENS PENSANDO EM CASAMENTO
Em Gênesis 24:58 a 60 nós tomamos conhecimento da história do casamento entre Isaque, filho de Abraão, e Rebeca. Desse casamento surgiram Jacó, seus filhos, que deram origem às 12 (doze) tribos de Israel, de onde veio o Salvador. Note que o plano de Deus para salvar os homens começou com um casamento.
O livro de Gênesis é o livro dos começos, dentre alguns podemos citar os conceitos e idéias de Governo e Família. Sempre que Deus planejou fazer grandes coisas, usou alguém claramente inserido e bem ajustado no contexto familiar. Quando essa pessoa se desviava do ajuste familiar, Deus providenciava uma correção de rumo.
Isaque e Rebeca não tiveram um namoro nos moldes do que conhecemos hoje. O costume era diferente, os valores eram mais puros e elevados, mas mesmo assim podemos perceber algumas coisas perfeitamente aplicáveis nos dias atuais:
1. Houve um momento certo para Isaque casar e construir uma família. Na história, o pai Abraão percebeu que aquele era o momento certo para o casamento do filho. Havia uma idade adequada, uma mentalidade de homem adulto já formada, meios com que sustentar a família, instruções e exemplos adquiridos de Abraão e muitas outras boas coisas que os jovens de hoje precisam amealhar antes de buscarem o contrato de casamento.
2. Houve uma concordância do pai, Abraão. É sempre bom para os jovens buscarem o apoio moral dos pais nesse momento decisivo da vida. Buscar esclarecimento, orientações sobre as experiências que uma relação conjugal pode trazer à reboque.
3. Houve um plano guiado por Deus, e nesse plano houve oração. Até o servo encarregado de procurar uma esposa para Isaque orou ao Deus de Abraão, seu patrão, para que fosse orientado nessa busca. Deve-se orar pedindo a Deus que mostre o marido ou a esposa, mas orar também para que Deus sustente o futuro casamento em todos os aspectos. Assim como Abraão queria uma esposa para Isaque, que fosse adequada culturalmente ao seu filho, os jovens hoje precisam captar essa simples e importante lição, e procurarem alguém para casar que tenha um nível cultural e espiritual semelhante, isso evitará muitos problemas futuros.
Abaixo, damos algumas sugestões para pensar acerca do assunto namoro com vistas a conhecer novas pessoas que possam ser o parceiro ou parceira certa para formação de um casal.
Em primeiro lugar todo namoro deve ter o objetivo de pesquisa para a possível geração de uma nova família. Namorar por namorar (hoje o termo “ficar” é muito utilizado para definir uma relação de namoro sem compromisso, apenas pelo prazer de se tocarem, às vezes até intimamente) pode ser perigoso. É preciso lembrar que um namoro, por mais desinteressado que seja, pode apresentar pelo menos 1 (um) de 4 (quatro) resultados:
1. Dar em nada. Às vezes os namoros começam e acabam sem muitas explicações ou emoções. Quando isso acontece, não resultam seqüelas, menos mal;
2. Dar numa tragédia espiritual, social e moral (prática sexual ilícita, filhos de pais solteiros, sem condição financeira e psicológica adequada para a criação e educação dos filhos). Muitos jovens têm vivido estes tipos de experiências com conseqüências para o resto de suas vidas. Às vezes como resultado de uma dessas tragédias, os pais ou as igrejas pressionam os filhos a casarem sem se amarem, e os casais acabam sofrendo muito, os filhos resultantes sofrem, os pais desses casais sofrem, e até separações precoces acontecem;
3. Dar num casamento fora da vontade de Deus. Geralmente são casamentos de curta duração, motivados pelo fogo da paixão, pelo fascínio de poder fazer sexo sem culpa, pela beleza do outro, às vezes até por querer seguir o exemplo de amigos da mesma faixa etária que já se casaram;
4. Dar num casamento dentro da vontade de Deus. Este é o melhor resultado.
Em segundo lugar, é preciso entender que existe uma conexão entre família e namoro, e que essa relação se dá pela lógica e pelo bom senso. A família deve fornecer o padrão da relação homem/mulher.
1. É na família que se forma a boa ou a má esposa. Quando nos referimos à boa ou má, queremos dizer no sentido de ser uma mulher “preparada” para o casamento. Raramente uma mulher se casa já sabendo administrar bem uma casa, mas existem mulheres que não são ensinadas por suas mães a se cuidarem fisicamente e nem sobre certos aspectos mais simples da administração de um lar.
2. É também na família que se forma o bom ou mal marido. A maioria dos homens são criados para serem machões, que nada sabem fazer em casa para ajudar a esposa, querem tudo pronto e arrumado sem questionamentos. É comum esse tipo de marido logo perder a admiração da esposa. É preciso lembrar que quase sempre a filha segue o padrão da mãe e o filho segue o padrão do pai. Há exceções, mas o padrão é mais comum. Se a mãe for relaxada, provavelmente a filha também será, se o pai for machão, provavelmente o filho também será. É sempre conveniente procurar descobrir a dinâmica da sua namorada e de seu namorado no ambiente familiar dele ou dela.
Para finalizar, olhando os versos 58 a 60, a visão ali capturada é a visão de que Rebeca deveria construir uma família forte, revestida da devida autoridade. Seus irmãos disseram na hora em que ela deixando a casa dos pais: – “... que a tua descendência possua a porta dos teus inimigos”, ou seja, não ceda espaço para os inimigos (e são muitos e de diversos tipos), conquiste tudo que você tem de conquistar. Deve-se entrar num namoro se perguntando se com aquele ou aquela você vai conquistar a verdadeira vida, que inclui não só paixão, mas saúde espiritual, física e prosperidade material, e uma boa criação de filhos, servindo a Deus em primeiro lugar. Como dizemos: “casar não é cajá!”
Pr. João.